sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sem perdão não existe amanhã

 Sem perdão não existe amanhã
Alguém já disse que a família é o lugar dos maiores amores e dos maiores ódios. Compreensível: quem mais tem capacidade de amar, mais tem capacidade de ferir. A mão que afaga é aquela de quem ninguém se protege, e quando agride, causa dores na alma, pois toca o ponto mais profundo de nossas estruturas afetivas. Isso vale não apenas para a família nuclear: pais e filhos, mas também para as relações de amizade e parceria conjugal, por exemplo.

Em mais de vinte anos de experiência pastoral observei que poucos sofrimentos se comparam às dores próprias de relacionamentos afetivos feridos pela maldade e crueldade consciente ou inconsciente. Os males causados pelas pessoas que amamos e acreditamos que também nos amam são quase insuperáveis. O sofrimento resultado das fatalidades são acolhidos como vindos de forças cegas, aleatórias e inevitáveis. Mas a traição do cônjuge, a opressão dos pais, a ingratidão dos filhos, a rixa entre irmãos, a incompreensão do amigo, nos chegam dos lugares menos esperados: justamente no ninho onde deveríamos estar protegidos se esconde a peçonha letal.
Poucas são minhas conclusões, mas enxerguei pelo menos três aspectos dessa infeliz realidade das dores do amar e ser amado. Primeiro, percebo que a consciência da mágoa e do ressentimento nos chega inesperada, de súbito, como que vindo pronta, completa, de algum lugar. Mas quando chega nos permite enxergar uma longa história de conflitos, mal entendidos, agressões veladas, palavras e comentários infelizes, atos e atitudes danosos, que foram minando a alegria da convivência, criando ambientes de estranhamento e tensões, e promovendo distâncias abissais.
Quando nos percebemos longe das pessoas que amamos é que nos damos conta dos passos necessários para que a trilha do ressentimento fosse percorrida: um passo de cada vez, muitos deles pequenos, que na ocasião foram considerados irrelevantes, mas somados explicam as feridas profundas dos corações.
Outro aspecto das dores do amar e ser amado está no paradoxo das razões de cada uma das partes. Acostumados a pensar em termos da lógica cartesiana: 1 + 1 = 2 e B vem depois de A e antes de C, nos esquecemos que a vida não se encaixa nos padrões de causa e efeito do mundo das ciências exatas. Pessoas não são máquinas, emoções e sentimentos não são números, relacionamentos não são engrenagens. É ingenuidade acreditar que as relações afetivas podem ser enquadradas na simplicidade dos conceitos certo e errado, verdade e mentira, preto e branco. A vida é zona cinzenta, pessoas podem estar certas e erradas ao mesmo tempo, cada uma com sua razão, e a verdade de um pode ser a mentira do outro. Os sábios ensinam que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, e considerando que cada pessoa tem seu ponto, as cores de cada vista serão sempre ou quase sempre diferentes. Isso me leva ao terceiro aspecto.
Justamente porque as feridas dos corações resultam de uma longa história, lida de maneiras diferentes pelas pessoas envolvidas, o exercício de passar a limpo cada passo da jornada me parece inadequado para a reconciliação. Voltar no tempo para identificar os momentos cruciais da caminhada, o que é importante para um e para outro, fazer a análise das razões de cada um, buscar acordo, pedir e outorgar perdão ponto por ponto não me parece ser a melhor estratégia para a reaproximação dos corações e cura das almas.
Estou ciente das propostas terapêuticas, especialmente aquelas que sugerem a necessidade de re–significar a história e seus momentos específicos: voltar nos eventos traumáticos e dar a eles novos sentidos. Creio também na cura pela fala. Admito que a tomada de consciência e a possibilidade de uma nova consciência produzem libertações, ou, no mínimo, alívios, que de outra maneira dificilmente nos seriam possíveis. Mas por outro lado posso testemunhar quantas vezes já assisti esse filme, e o final não foi nada feliz. Minha conclusão é simples (espero que não simplória): o que faz a diferença para a experiência do perdão não é a qualidade do processo de fazer acordos a respeito dos fatos que determinaram o distanciamento, mas a atitude dos corações que buscam a reaproximação. Em outras palavras, uma coisa é olhar para o passado com a cabeça, cada um buscando convencer o outro de sua razão, e bem diferente é olhar para o outro com o coração amoroso, com o desejo verdadeiro do abraço perdido, independentemente de quem tem ou deixa de ter razão. Abraços criam espaço para acordos, mas a tentativa de celebrar acordos nem sempre termina em abraços.
Essa foi a experiência entre José e seus irmãos. Depois de longos anos de afastamento e uma triste história de competições explícitas, preferências de pai e mãe, agressões, traições e abandonos, voltam a se encontrar no Egito: a vítima em posição de poder contra seus agressores. José está diante de um dilema: fazer justiça ou abraçar. Deseja abraçar, mas não consegue deixar o passado para trás. Enquanto fala com seus irmãos sai para chorar, e seu desespero é tal que todos no palácio escutam seu pranto. Mas ao final se rende: primeiro abraça e depois discute o passado. Essa é a ordem certa. Primeiro, porque os abraços revelam a atitude dos corações, mais preocupados em se (re)aproximar do que em fazer valer seus direitos e razões. Depois, porque, no colo do abraço o passado perde força e as possibilidades de alegrias no futuro da convivência restaurada esvaziam a importância das tristezas desse passado funesto.
Quando as pessoas decidem colocar suas mágoas sobre a mesa, devem saber que manuseiam nitroglicerina pura. As palavras explodem com muita facilidade, e podem causar mais destruição do que promover restauração. Não são poucos os que se atrevem a resolver conflitos, e no processo criam outros ainda maiores, aprofundam as feridas que tentavam curar, ou mesmo ferem novamente o que estava cicatrizado. Tudo depende do coração. O encontro é ao redor de pessoas ou de problemas? A intenção é a reconciliação entre as pessoas ou a busca de soluções para os problemas? Por exemplo, quando percebo que sua dívida para comigo afastou você de mim, vou ao seu encontro em busca do pagamento da dívida ou da reaproximação afetiva? Nem sempre as duas coisas são possíveis. Infelizmente, minha experiência mostra que a maioria das pessoas prefere o ressarcimento da dívida em detrimento do abraço, o que fatalmente resulta em morte: as pessoas morrem umas para as outras e, consequentemente, as relações morrem também. A razão é óbvia: dívidas de amor são impagáveis, e somente o perdão abre os horizontes para o futuro da comunhão. Ficar analisando o caderno onde as dívidas estão anotadas e discutindo o que é justo e injusto, quem prejudicou quem e quando, pode resultar em alguma reparação de justiça, mas isso é inútil – dívidas de amor são impagáveis.
Mas o perdão tem o dia seguinte. Os que recebem perdão e abraços cuidam para não mais ferir o outro. Ainda que desobrigados pelo perdão, farão todo o possível para reparar os danos do caminho. Mas já não buscam justiça. Buscam comunhão. Já não o fazem porque se sentem culpados e querem se justificar para si mesmos ou para quem quer que seja, mas porque se percebem amados e não têm outra alternativa senão retribuir amando. As experiências de perdão que não resultam na busca do que é justo desmerecem o perdão e esvaziam sua grandeza e seu poder de curar. Perdoar é diferente de relevar. Perdoar é afirmar o amor sobre a justiça, sem jamais sacrificar o que é justo. O perdão coloca as coisas no lugar. E nos capacita a conviver com algumas coisas que jamais voltarão ao lugar de onde não deveriam ter saído. Sem perdão não existe amanhã.
Autor: Pastor Ed René Kivitz

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

VENCENDO O GIGANTE DA MALEDICÊNCIA


Vencendo o gigante da maledicência
Texto: Tiago 4:11,12


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Você acha que falar mal dos outros pode transformar-se num hábito? Há algum problema nisso?

- A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.

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O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as pala­vras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma bênção! Contudo, o que é bênção pode transformar-se em maldição. Depende do uso.

- Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a esta questão.

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Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (Mt 5.21,22).

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É preciso ter cuidado com a maledicência?



- A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua perso­nalidade (Tiago 3.2).
Breve Análise do Texto

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O texto de Tiago pode ser entendido, basicamente, como uma divisão inde­pendente, sem muita ligação com o seu contexto. Porém, estes versículos re­tomam um dos temas preferidos de Tiago (1.19,26; 3.1 -12).

- Parece que Levítico 19.16 – "
Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor" – está na mente de Tiago.

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O texto é claro e a justificativa de Tiago para condenar a maledicência tam­bém o é: falar mal (julgar) de um irmão é falar mal (julgar) da lei.



- Esta é a tônica do versículo 11. 0 versículo 12 mostra que julgar é tarefa de Deus, não nossa. Nós não somos nem o Legislador, nem o Juiz; por isso, não temos nem o direito e nem a capacidade de julgar ou falar mal de quem quer que seja.
Tópicos para Reflexão
1. AMALEDICENCIA É PROIBIDA

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Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na Lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (SI 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17), nos evangelhos (Mt 5.22), nas epístolas (Et 4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orienta­ções, admoestações e proibições quanto à maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina.

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Sabemos que a lin­guagem é um meio fantástico para a comuni­cação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar (Tg 3.10).

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Maledicência é difamação de alguém: fa­lar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Em lugar dis­so, devemos imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)".

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Por que será que Deus proibiu a maledi­cência? Certamente porque ele sabe dos pre­juízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família.
- É bom lembrar que, quan­do nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de "não matarás".
- Pode­mos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.
2. A MALEDICÊNCIA TORNA VÃ A RELIGIÃO

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"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refreara língua, antes, enganando o pró­prio coração, a sua religião é vã" (Tg 1.26).

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O cristão que deixa de refrear a sua língua enga­na o seu próprio coração, perdendo a auten­ticidade de sua espiritualidade.
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A espiritualidade do indivíduo e a da co­munidade cristã não se mede pela intensida­de das práticas devocionais. Não é pelo tem­po gasto com oração e jejuns. Nem mesmo peio mero conhecimento das Escrituras. Além destas práticas, a espiritualidade é evidencia­da e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem "agradável, tem­perada com sal, para saberdes como deveis respondera cada um" (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).

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Euclides Martins Balanci comenta que "o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na prática: não difa­mar o próximo".

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Toda a prática religiosa cai por terra com a prática da maledicência.



- Tiago detecta a inco­erência de uma linguagem (religiosa) que ben­diz a Deus, mas amaldiçoa os homens – cria­dos à semelhança de Deus (Tg 3.9).

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Não adi­anta ser membro assíduo de uma igreja, frequentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no "louvor" da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nos­sa língua quanto à maledicência (Tg 3.10).
3. A MALEDICÊNCIA PRODUZ CONSEQÜÊNCIAS DESASTROSAS

- Numa comunidade cristã,
uma pessoa "linguaruda" causará terríveis danos à saú­de da igreja.

- Como já foi dito, a língua tem um potencial destruidor.

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A maledicência atin­ge o ser humano por inteiro. Ela também atinge a igreja atrapalhando o seu crescimento.

- É necessário refletir sobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la.

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O apóstolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade (I Pe 3.10).

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Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são consequências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar.
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Igrejas são divididas, famí­lias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras.

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É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas pala­vras, se proferidas maldosamente, têm consequências desastrosas. Sejamos cuida­dosos (II Tm 2.16,17).
4. A MALEDICÊNCIA PODE SER VENCIDA
- Embora Tiago mostre que a língua
"é mal incontido, carregado de veneno mortífero" (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida.

- O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei de nosso Deus.

- Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos. Sejamos
"praticantes da Palavra, e não ape­nas ouvintes" (Tg 1.22).

- Apropriemo-nos de suas verdades, de "
tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama" (Fp 4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliará a evitar come­ter o pecado da maledicência.

- Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo."
Jamais alguém falou como este homem"‘(Jo 7.46).

- Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida.
- Nosso Senhor nunca precisou pe­dir desculpas por uma palavra mal coloca­da. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.
CONCLUSÃO
- Portanto, concluímos que
a maledicên­cia pode ser evitada; e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo.
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Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembre­mos que a maledicência é pecado condena­do por Deus.

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Ela produz consequências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.
Reflexão Pessoal
1. A sua família e igreja têm sido edificadas pelas palavras que saem da sua boca?

2. Você pensa bem antes de falar, ou é do tipo que afirma: "Quando vejo, já falei"? 0 que você deve melhorar em sua comunicação?

3. Você acha que as coisas que fala têm produzido nos não crentes uma boa impressão quanto à sua religião?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ano novo tudo novo.

Mais uma etapa está quase concluída, faltam apenas três dias para

 Mais um ano que está passando. Que você tenha conseguido aproveitar tudo de bom que Deus lhe ofereceu.

 Desejo na paz de Deus que você possa sempre encontrar o seu caminho  e que este caminho seja trilhado com muita fé, para que cada vez mais  Você possa acreditar nesse sentimento capaz de transpor obstáculos e ser feliz.
Coragem para assumir e enfrentar as dificuldades, perseverança para que  Jamais desista ou desanime dos seus sonhos, esperança para que  a cada novo dia possa a ver novos horizontes.
Que as mãos de Deus guie sua vida para que você receba o novo ano  em Paz,  Harmonia, Saúde e Alegria.

Tudo isto lhe desejo neste ano novo que está quase começando.

Você é especial! Que venha um Feliz Ano Novo!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal


Bom, Não sei se vou ter tempo de voltar aqui antes do NATAL,

Mais estou aqui para deixar o meu carinho e o desejo de um

Feliz natal com muita Paz, Alegria, Amor, principalmente amor

Para você e sua família que é especial para mim e minha família.

Grande Abraço e que Deus com sua onisciência lhe abençoe

Com toda sorte de bênçãos espirituais e materiais. O amigo

Pastor Agamenon Lima

domingo, 11 de dezembro de 2011

SEGUNDO DOMINGO DE DEZEMBRO DIA DA BIBLIA


A história de uma Bíblia.

Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei. (Isaías 55: 11)

Hoje, quando vou à livraria da igreja, vejo todos os tipos de versões da Bíblia e me emociono vendo as pessoas comprarem a sua versão preferida.

Na China, durante os anos da Revolução Cultural, uma cristã, Lan Xin, da província de Líaoning, fez muitos esforços para preservar o seu exemplar da Bíblia. Veja seu emocionante relato, extraído da revista cristã mensal "Tiang Feng".

Shenyang, China - "Hoje tenho diversas Bíblias na minha prateleira. É uma maravilha ter tanta escolha, a ponto de, por vezes, não saber qual delas escolher. Mas há um exemplar da Bíblia, muito antigo e gasto, até com folhas caindo, do qual jamais vou me separar. Todas as vezes que meus olhos o vêem, lembro-me da sua história e daqueles anos terríveis...

PERSEGUIÇÃO

"Há muitos anos, houve um movimento de renovação nacional, surgido com o propósito de varrer e eliminar ‘demônios e maus espíritos’, destruir a ‘antiga cultura’ e estabelecer uma ‘nova cultura’. Mas, de acordo com as definições daqueles que participavam desse movimento, a Bíblia fazia parte da antiga cultura e precisava ser destruída. Além disso, alguns cristãos sofriam toda espécie de perseguição e, nos encontros públicos, eram ‘combatidos’, o que significava que eram denunciados e sofriam oposição. Parte da perseguição era confiscar e queimar as coleções de hinos, literatura devocional e as Bíblias dos cristãos. Quem não quisesse ter sua Bíblia queimada precisava escondê-la ou enterrá-la.

"Um dia, na primavera de 1967, vi um grupo de pessoas ir à casa de um crente e vasculhá-la em busca de Bíblias. Finalmente, não tendo encontrado nenhuma, começaram a examinar o assoalho. Um dos homens começou a escavar exatamente no local onde eu sabia que as Bíblias haviam sido enterradas. Fiquei tão preocupada, que mordi meu lábio inferior até sangrar. Mas mantive-me em oração, pedindo a Deus proteção e paz para aquela família. Aquele incidente despertou medo na comunidade, e algumas pessoas decidiram que era mais seguro enterrar suas Bíblias secretamente. Eu era apenas adolescente, mas via pessoas adultas, que realmente amavam a Deus, sentindo-se ameaçadas a ponto de fazer uma coisa tão estranha como aquela.

IMPRESSÃO PROFUNDA

"Minha mãe, no entanto, pensava diferente. Para ela, a Bíblia era mais importante que ouro, prata ou qualquer riqueza, até mesmo mais preciosa que a vida. Ela era incapaz de queimar sua Bíblia. Entre os fatos de minha infância que ficaram gravados em minha memória, está a lembrança de minha mãe ao chegar do trabalho todos os dias. Quando tinha algum tempo livre, pegava sua Bíblia e começava a ler. Ela lia até tarde da noite. E, quando eu acordava no dia seguinte, ela já estava lá sentada, lendo sua Bíblia novamente. Essa rotina causou em mim profunda impressão e curiosidade a respeito do conteúdo desse livro. Quando aprendi a ler, senti pessoalmente a doçura da Bíblia e me deliciei com o seu conteúdo.

DIAS DE EXPURGO

"Na época em que as Bíblias estavam sendo queimadas, tentamos esconder nossos exemplares em casa. Escondíamos nossas Bíblias debaixo do fogão. Era um tempo de grande ansiedade. Um crente foi acusado publicamente e pressionado para dar o nome da nossa família. O chefe da organização em que trabalhávamos nos chamou ao seu escritório repetidas vezes para lhe darmos explicações. A nossa situação tornou-se perigosa e estávamos sentindo medo. Se queimássemos os livros, o problema desapareceria. Mas não pensávamos fazer isso. Decidimos orar e pedir orientação ao Senhor Jesus.

"Resolvemos enterrar as Bíblias num canteiro do jardim de nossa casa. Embrulhamos cada Bíblia cuidadosamente em plástico e as colocamos sob as raízes das plantas, recolocando a terra de modo que nada parecesse alterado. Pensávamos que teríamos paz.

"Certa noite, o Comité do Bairro, repentinamente, convocou uma reunião em que todos deveriam comparecer. Foram feitas graves acusações contra os crentes. ‘Todas as coisas reacionárias precisam ser combatidas, do contrário não conseguiremos eliminá-las’, disse o líder. ‘Todas as pessoas presentes que forem crentes devem dar espontaneamente seus nomes, do contrário faremos com que confessem à força...’

"Quando voltamos daquela reunião, pude notar que mamãe estava preocupada. É melhor encontrar um local mais seguro para aquelas Bíblias, longe da nossa casa, disse ela. Na noite seguinte, bem tarde, assegurando-me de que não estava sendo observada por ninguém, desenterrei as Bíblias, coloquei-as num saco e saí pela noite levando comigo uma pá e o saco nos ombros, como se fora um ladrão.

QUE FAZER?

"Em que local esconde-las? À medida que ia andando, pedia a Deus e sentia lágrimas escorrendo em meu rosto:

‘Senhor! É da tua vontade que isso aconteça? O que devo fazer?..’ Subitamente, vi um trem passando; eu havia chegado até a estrada de ferro. Resolvi enterrar as Bíblias ao lado dos trilhos, no meio do capim que ali havia. Escavei um buraco e enterrei o saco com as Bíblias. Marquei o local com um pedaço de tijolo. Fiquei ali parada até que um vento soprou-me no rosto. Estremeci. Parecia que estava acordando de um sonho. Voltei para casa e agradeci a Jesus a sua direção e proteção. Chegando à minha casa, contei para minha mãe o que tinha feito, e ela só repetia: ‘Graças a Deus!’

MUDOU

"Anos mais tarde, o ambiente político mudou o suficiente para que se tornasse seguro ir desenterrar as Bíblias. Lembro-me de que isso ocorreu num mês de outubro. Estava frio quando fui desenterrar as Bíblias. Voltei logo para casa com a preciosa carga. Mamãe voltou a ler e estudar. Posteriormente, foram empreendidos esforços no sentido de que a Bíblia voltasse a ser publicada dentro da China. Eu fiquei muito feliz com essa notícia. Nossa família era constituída por quatro pessoas, e nossa renda mensal era de cem yuans (cerca de 15 Reais). Não tive dúvida em doar 100 yuans durante a coleta para publicação da Bíblia na China.

"Hoje, quando vou à livraria, vejo todos os tipos de versões da Bíblia e me emociono vendo as pessoas comprarem a sua versão preferida. Deus é verdadeiramente grande. Temos de guardar preciosamente a sua Palavra e devemos estudar e distribuir a Bíblia com mais entusiasmo do que e nunca."

Este video é uma homenagem ao dia da Bibia.


Testemunho extraído do Boletim World Report UBS, nº 333 setembro 1998 (texto condensado).