sábado, 10 de março de 2012

A Verdadeira Prosperidade Ultrapassa Barreiras

A Verdadeira Prosperidade Ultrapassa Barreiras    A prosperidade vista sob dois ângulos de compreensão: uma no sentido terreno ou temporal e outra no sentido que transcende e ultrapassa a barreira do físico ou material para chegar a uma eternização. A primeira dentro da visão terrena é a mais buscada e enfocada por todos os povos do mundo que fazem de tudo para consegui-la não importando como, seja pelos meios lícitos ou pelos meios ilícitos. Quando digo pelos povos do mundo estou me referindo no sentido de pessoas não conversas a Cristo. Não nos preocuparia tanto essa conduta, pois vivem no tempo da ignorância. O que preocupa é que também no meio evangélico essa ênfase em busca da prosperidade material vem sendo propagada pelos neopentecostais e também por outros segmentos cristãos que seguem os mesmos objetivos materialistas, introduzindo uma montanha de heresias, e com isso deixam de conduzir o povo nos princípios bíblicos que ensina uma prosperidade que deve ultrapassar a barreira do físico para o transcendental, que é a prosperidade eternizada e como eles não tem interesse em mostrar a verdadeira prosperidade pregam uma prosperidade temporal, com uma visão totalmente distorcida e manipulada da Palavra de Deus. Em Lucas 12.20 que fala do rico insensato que procurou juntar riquezas temporais sem se preocupar com a salvação da sua alma e quando pensou que ia desfrutar do que tinha ajuntado veio o súbito na sua vida como diz a palavra: Louco, hoje pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será. Significa que tudo o que ajuntou para ele acabou quando a morte chegou. O que ele ganhou com isso; nada. O que ele levou para a eternidade; nada. Como não se preocupou com a sua alma morreu perdido e condenado ao juízo, assim é com todos, incluindo aqui, crentes e descrentes que estão com as mentes voltadas a essa visão distorcida da verdadeira prosperidade.
O texto bíblico de I Crônicas 29 da leitura bíblica em classe, que é o texto que utilizo para elaborar o esboço, retrata uma situação em que Davi já idoso entoando um cântico de dedicação, exaltação, humilhação, liberalidade e agradecimento ao Senhor, por tudo que ele tinha conquistado de bens ao longo de uma carreira de luta, perseguição, dificuldades, perigos, esforços, trabalho e muito mais feitos, foram adquiridos em toda sua trajetória juntamente com os seus comandados. Com todo esse empenho ele adquiriu muita riqueza, ou seja, ouro, prata, bronze e outros metais e muito objetos de valor. Durante o seu reinado ele pode usufruir de várias maneiras o fruto das suas conquistas. Mas, Davi era um homem de fé e extremamente generoso e temente a Deus e sabia que tudo que conquistou foi através do Senhor, e diante disso os seus recursos não poderiam ficar limitado a um plano terreno, pois dessa maneira tudo que fez teria sido em vão. Então ele mostra que tudo que tinha pertencia a Deus e leva o povo a pensar dessa maneira e com isso ofereceram grandes ofertas que seriam usadas na construção do templo. E assim agiram com uma consciência pela fé de ultrapassar a barreira da prosperidade terrena para a prosperidade celestial, pois eles investindo na construção daquele templo, estariam investindo nas coisas do reino de Deus e isso é a eternização da benção, pois tudo que se investe naquilo que é transcendental isto é, no reino de Deus é registrado nos seus memoriais eternos.
Tudo que conquistarmos com nossos esforços, não podemos atribuir a nós mesmos e sim a Deus e pensando assim se retermos tudo o que temos e não investimos no reino de Deus, na ocasião em que vier a morte física, fica tudo limitado num plano terreno e com isso perdeu-se a grande oportunidade de alocar parte da tua prosperidade em prol do reino de Deus. Por isso temos que agir com gestos de amor, generosidade para com as coisas de Deus e isso será caracterizado como algo transcendental, ou seja, ultrapassou as barreiras do físico para o sobrenatural e é assim que a nossa benção será eternizada, porque não nos deixamos levar pelo egoísmo, avareza só no plano terreno, mas investimos com disposição no que é espiritual. Precisamos sempre lembrar que somos forasteiros e peregrinos nesta terra e que a nossa pátria está nos céus e se não atentarmos para as palavras de Jesus, para não ajuntarmos tesouros na terra os quais se acabam, mas para que ajuntássemos no céu onde tudo é permanente, estaremos investindo na área errada e não conquistaremos a herança que está reservada para nós quando partirmos desta terra. É bom lembrar que os avarentos, mesquinhos, roubadores, mercenários, enganadores não herdarão o reino de Deus.

Deus os abençoe.
Pastor Adilson Guilhermel

quinta-feira, 8 de março de 2012

Para voce Mulher neste dia especial.


À você Mulher
Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana. Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro. Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida. Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada. Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano. Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida. Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Castelo na Areia


um dia de verão, estava na praia duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam perto do final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças cairiam no choro depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.

Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas,e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que havia recebido ali uma importante lição:

- tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para serem construídas, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é o relacionamento que temos com as outras pessoas. Mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir ou apagar o que levamos tanto tempo para construir. E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar, será capaz de rir e recomeçar.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sem perdão não existe amanhã

 Sem perdão não existe amanhã
Alguém já disse que a família é o lugar dos maiores amores e dos maiores ódios. Compreensível: quem mais tem capacidade de amar, mais tem capacidade de ferir. A mão que afaga é aquela de quem ninguém se protege, e quando agride, causa dores na alma, pois toca o ponto mais profundo de nossas estruturas afetivas. Isso vale não apenas para a família nuclear: pais e filhos, mas também para as relações de amizade e parceria conjugal, por exemplo.

Em mais de vinte anos de experiência pastoral observei que poucos sofrimentos se comparam às dores próprias de relacionamentos afetivos feridos pela maldade e crueldade consciente ou inconsciente. Os males causados pelas pessoas que amamos e acreditamos que também nos amam são quase insuperáveis. O sofrimento resultado das fatalidades são acolhidos como vindos de forças cegas, aleatórias e inevitáveis. Mas a traição do cônjuge, a opressão dos pais, a ingratidão dos filhos, a rixa entre irmãos, a incompreensão do amigo, nos chegam dos lugares menos esperados: justamente no ninho onde deveríamos estar protegidos se esconde a peçonha letal.
Poucas são minhas conclusões, mas enxerguei pelo menos três aspectos dessa infeliz realidade das dores do amar e ser amado. Primeiro, percebo que a consciência da mágoa e do ressentimento nos chega inesperada, de súbito, como que vindo pronta, completa, de algum lugar. Mas quando chega nos permite enxergar uma longa história de conflitos, mal entendidos, agressões veladas, palavras e comentários infelizes, atos e atitudes danosos, que foram minando a alegria da convivência, criando ambientes de estranhamento e tensões, e promovendo distâncias abissais.
Quando nos percebemos longe das pessoas que amamos é que nos damos conta dos passos necessários para que a trilha do ressentimento fosse percorrida: um passo de cada vez, muitos deles pequenos, que na ocasião foram considerados irrelevantes, mas somados explicam as feridas profundas dos corações.
Outro aspecto das dores do amar e ser amado está no paradoxo das razões de cada uma das partes. Acostumados a pensar em termos da lógica cartesiana: 1 + 1 = 2 e B vem depois de A e antes de C, nos esquecemos que a vida não se encaixa nos padrões de causa e efeito do mundo das ciências exatas. Pessoas não são máquinas, emoções e sentimentos não são números, relacionamentos não são engrenagens. É ingenuidade acreditar que as relações afetivas podem ser enquadradas na simplicidade dos conceitos certo e errado, verdade e mentira, preto e branco. A vida é zona cinzenta, pessoas podem estar certas e erradas ao mesmo tempo, cada uma com sua razão, e a verdade de um pode ser a mentira do outro. Os sábios ensinam que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, e considerando que cada pessoa tem seu ponto, as cores de cada vista serão sempre ou quase sempre diferentes. Isso me leva ao terceiro aspecto.
Justamente porque as feridas dos corações resultam de uma longa história, lida de maneiras diferentes pelas pessoas envolvidas, o exercício de passar a limpo cada passo da jornada me parece inadequado para a reconciliação. Voltar no tempo para identificar os momentos cruciais da caminhada, o que é importante para um e para outro, fazer a análise das razões de cada um, buscar acordo, pedir e outorgar perdão ponto por ponto não me parece ser a melhor estratégia para a reaproximação dos corações e cura das almas.
Estou ciente das propostas terapêuticas, especialmente aquelas que sugerem a necessidade de re–significar a história e seus momentos específicos: voltar nos eventos traumáticos e dar a eles novos sentidos. Creio também na cura pela fala. Admito que a tomada de consciência e a possibilidade de uma nova consciência produzem libertações, ou, no mínimo, alívios, que de outra maneira dificilmente nos seriam possíveis. Mas por outro lado posso testemunhar quantas vezes já assisti esse filme, e o final não foi nada feliz. Minha conclusão é simples (espero que não simplória): o que faz a diferença para a experiência do perdão não é a qualidade do processo de fazer acordos a respeito dos fatos que determinaram o distanciamento, mas a atitude dos corações que buscam a reaproximação. Em outras palavras, uma coisa é olhar para o passado com a cabeça, cada um buscando convencer o outro de sua razão, e bem diferente é olhar para o outro com o coração amoroso, com o desejo verdadeiro do abraço perdido, independentemente de quem tem ou deixa de ter razão. Abraços criam espaço para acordos, mas a tentativa de celebrar acordos nem sempre termina em abraços.
Essa foi a experiência entre José e seus irmãos. Depois de longos anos de afastamento e uma triste história de competições explícitas, preferências de pai e mãe, agressões, traições e abandonos, voltam a se encontrar no Egito: a vítima em posição de poder contra seus agressores. José está diante de um dilema: fazer justiça ou abraçar. Deseja abraçar, mas não consegue deixar o passado para trás. Enquanto fala com seus irmãos sai para chorar, e seu desespero é tal que todos no palácio escutam seu pranto. Mas ao final se rende: primeiro abraça e depois discute o passado. Essa é a ordem certa. Primeiro, porque os abraços revelam a atitude dos corações, mais preocupados em se (re)aproximar do que em fazer valer seus direitos e razões. Depois, porque, no colo do abraço o passado perde força e as possibilidades de alegrias no futuro da convivência restaurada esvaziam a importância das tristezas desse passado funesto.
Quando as pessoas decidem colocar suas mágoas sobre a mesa, devem saber que manuseiam nitroglicerina pura. As palavras explodem com muita facilidade, e podem causar mais destruição do que promover restauração. Não são poucos os que se atrevem a resolver conflitos, e no processo criam outros ainda maiores, aprofundam as feridas que tentavam curar, ou mesmo ferem novamente o que estava cicatrizado. Tudo depende do coração. O encontro é ao redor de pessoas ou de problemas? A intenção é a reconciliação entre as pessoas ou a busca de soluções para os problemas? Por exemplo, quando percebo que sua dívida para comigo afastou você de mim, vou ao seu encontro em busca do pagamento da dívida ou da reaproximação afetiva? Nem sempre as duas coisas são possíveis. Infelizmente, minha experiência mostra que a maioria das pessoas prefere o ressarcimento da dívida em detrimento do abraço, o que fatalmente resulta em morte: as pessoas morrem umas para as outras e, consequentemente, as relações morrem também. A razão é óbvia: dívidas de amor são impagáveis, e somente o perdão abre os horizontes para o futuro da comunhão. Ficar analisando o caderno onde as dívidas estão anotadas e discutindo o que é justo e injusto, quem prejudicou quem e quando, pode resultar em alguma reparação de justiça, mas isso é inútil – dívidas de amor são impagáveis.
Mas o perdão tem o dia seguinte. Os que recebem perdão e abraços cuidam para não mais ferir o outro. Ainda que desobrigados pelo perdão, farão todo o possível para reparar os danos do caminho. Mas já não buscam justiça. Buscam comunhão. Já não o fazem porque se sentem culpados e querem se justificar para si mesmos ou para quem quer que seja, mas porque se percebem amados e não têm outra alternativa senão retribuir amando. As experiências de perdão que não resultam na busca do que é justo desmerecem o perdão e esvaziam sua grandeza e seu poder de curar. Perdoar é diferente de relevar. Perdoar é afirmar o amor sobre a justiça, sem jamais sacrificar o que é justo. O perdão coloca as coisas no lugar. E nos capacita a conviver com algumas coisas que jamais voltarão ao lugar de onde não deveriam ter saído. Sem perdão não existe amanhã.
Autor: Pastor Ed René Kivitz

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

VENCENDO O GIGANTE DA MALEDICÊNCIA


Vencendo o gigante da maledicência
Texto: Tiago 4:11,12


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Você acha que falar mal dos outros pode transformar-se num hábito? Há algum problema nisso?

- A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.

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O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as pala­vras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma bênção! Contudo, o que é bênção pode transformar-se em maldição. Depende do uso.

- Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a esta questão.

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Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha (Mt 5.21,22).

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É preciso ter cuidado com a maledicência?



- A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua perso­nalidade (Tiago 3.2).
Breve Análise do Texto

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O texto de Tiago pode ser entendido, basicamente, como uma divisão inde­pendente, sem muita ligação com o seu contexto. Porém, estes versículos re­tomam um dos temas preferidos de Tiago (1.19,26; 3.1 -12).

- Parece que Levítico 19.16 – "
Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor" – está na mente de Tiago.

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O texto é claro e a justificativa de Tiago para condenar a maledicência tam­bém o é: falar mal (julgar) de um irmão é falar mal (julgar) da lei.



- Esta é a tônica do versículo 11. 0 versículo 12 mostra que julgar é tarefa de Deus, não nossa. Nós não somos nem o Legislador, nem o Juiz; por isso, não temos nem o direito e nem a capacidade de julgar ou falar mal de quem quer que seja.
Tópicos para Reflexão
1. AMALEDICENCIA É PROIBIDA

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Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na Lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (SI 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17), nos evangelhos (Mt 5.22), nas epístolas (Et 4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orienta­ções, admoestações e proibições quanto à maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina.

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Sabemos que a lin­guagem é um meio fantástico para a comuni­cação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar (Tg 3.10).

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Maledicência é difamação de alguém: fa­lar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Em lugar dis­so, devemos imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)".

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Por que será que Deus proibiu a maledi­cência? Certamente porque ele sabe dos pre­juízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família.
- É bom lembrar que, quan­do nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de "não matarás".
- Pode­mos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.
2. A MALEDICÊNCIA TORNA VÃ A RELIGIÃO

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"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refreara língua, antes, enganando o pró­prio coração, a sua religião é vã" (Tg 1.26).

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O cristão que deixa de refrear a sua língua enga­na o seu próprio coração, perdendo a auten­ticidade de sua espiritualidade.
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A espiritualidade do indivíduo e a da co­munidade cristã não se mede pela intensida­de das práticas devocionais. Não é pelo tem­po gasto com oração e jejuns. Nem mesmo peio mero conhecimento das Escrituras. Além destas práticas, a espiritualidade é evidencia­da e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem "agradável, tem­perada com sal, para saberdes como deveis respondera cada um" (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).

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Euclides Martins Balanci comenta que "o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na prática: não difa­mar o próximo".

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Toda a prática religiosa cai por terra com a prática da maledicência.



- Tiago detecta a inco­erência de uma linguagem (religiosa) que ben­diz a Deus, mas amaldiçoa os homens – cria­dos à semelhança de Deus (Tg 3.9).

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Não adi­anta ser membro assíduo de uma igreja, frequentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no "louvor" da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nos­sa língua quanto à maledicência (Tg 3.10).
3. A MALEDICÊNCIA PRODUZ CONSEQÜÊNCIAS DESASTROSAS

- Numa comunidade cristã,
uma pessoa "linguaruda" causará terríveis danos à saú­de da igreja.

- Como já foi dito, a língua tem um potencial destruidor.

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A maledicência atin­ge o ser humano por inteiro. Ela também atinge a igreja atrapalhando o seu crescimento.

- É necessário refletir sobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la.

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O apóstolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade (I Pe 3.10).

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Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são consequências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar.
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Igrejas são divididas, famí­lias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras.

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É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas pala­vras, se proferidas maldosamente, têm consequências desastrosas. Sejamos cuida­dosos (II Tm 2.16,17).
4. A MALEDICÊNCIA PODE SER VENCIDA
- Embora Tiago mostre que a língua
"é mal incontido, carregado de veneno mortífero" (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida.

- O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei de nosso Deus.

- Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos. Sejamos
"praticantes da Palavra, e não ape­nas ouvintes" (Tg 1.22).

- Apropriemo-nos de suas verdades, de "
tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama" (Fp 4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliará a evitar come­ter o pecado da maledicência.

- Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo."
Jamais alguém falou como este homem"‘(Jo 7.46).

- Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida.
- Nosso Senhor nunca precisou pe­dir desculpas por uma palavra mal coloca­da. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.
CONCLUSÃO
- Portanto, concluímos que
a maledicên­cia pode ser evitada; e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo.
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Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembre­mos que a maledicência é pecado condena­do por Deus.

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Ela produz consequências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.
Reflexão Pessoal
1. A sua família e igreja têm sido edificadas pelas palavras que saem da sua boca?

2. Você pensa bem antes de falar, ou é do tipo que afirma: "Quando vejo, já falei"? 0 que você deve melhorar em sua comunicação?

3. Você acha que as coisas que fala têm produzido nos não crentes uma boa impressão quanto à sua religião?